quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Mensagem do Papa por ocasião da Campanha da Fraternidade 2015

Queridos irmãos e irmãs do Brasil! 
Aproxima-se a Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa: tempo de penitência, oração e caridade, tempo de renovar nossas vidas, identificando-nos com Jesus através da sua entrega generosa aos irmãos, sobretudo aos mais necessitados. Neste ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, inspirando-se nas palavras d’Ele “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10,45), propõe como tema de sua habitual Campanha “Fraternidade: Igreja e Sociedade”. 
De fato a Igreja, enquanto “comunidade congregada por aqueles que, crendo, voltam o seu olhar a Jesus, autor da salvação e princípio da unidade” (Const. Dogmática Lumen gentium, 3), não pode ser indiferente às necessidades daqueles que estão ao seu redor, pois, “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (Const. Pastoral Gaudium et spes, 1). Mas, o que fazer? Durante os quarenta dias em que Deus chama o seu povo à conversão, a Campanha da Fraternidade quer ajudar a aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a Sociedade – propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II – como serviço de edificação do Reino de Deus, no coração e na vida do povo brasileiro. 
A contribuição da Igreja, no respeito pela laicidade do Estado (cfr. Idem, 76) e sem esquecer a autonomia das realidades terrenas (cfr. Idem, 36), encontra forma concreta na sua Doutrina Social, com a qual quer “assumir evangelicamente e a partir da perspectiva do Reino as tarefas prioritárias que contribuem para a dignificação do ser humano e a trabalhar junto com os demais cidadãos e instituições para o bem do ser humano” (Documento de Aparecida, 384). Isso não é uma tarefa exclusiva das instituições: cada um deve fazer a sua parte, começando pela minha casa, no meu trabalho, junto das pessoas com quem me relaciono. E de modo concreto, é preciso ajudar aqueles que são mais pobres e necessitados. Lembremo-nos que “cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isto supõe estar docilmente atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-lo” (Exort. Apost. Evangelii gaudium, 187), sobretudo sabendo acolher, «porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela – um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo – não ficamos mais pobres, mas enriquecemos” (Discurso na Comunidade de Varginha, 25/7/2013). Assim, examinemos a consciência sobre o compromisso concreto e efetivo de cada um na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e pacífica. 
Queridos irmãos e irmãs, quando Jesus nos diz “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), nos ensina aquilo que resume a identidade do cristão: amar servindo. Por isso, faço votos que o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, predisponha os corações para a vida nova que Cristo nos oferece, e que a força transformadora que brota da sua Ressurreição alcance a todos em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural e fortaleça em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. A todos e a cada um, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, envio de todo coração a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim. 
Vaticano, 2 de fevereiro de 2015.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2015

FORTALECEI OS VOSSOS CORAÇÕES (Tg 5,8)
Amados irmãos e irmãs, 
Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf. 2 Cor 6, 2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: «Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos interessam os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração cai na indiferença: encontrando-me relativamente bem e confortável, esqueço-me dos que não estão bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar. 
Quando o povo de Deus se converte ao seu amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta Mensagem, é o da globalização da indiferença. 
Dado que a indiferença para com o próximo e para com Deus é uma tentação real também para nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz para nos despertar. 
A Deus não Lhe é indiferente o mundo, mas ama-o até ao ponto de entregar o seu Filho pela salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus, abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos, do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor (cf. Gl 5, 6). O mundo, porém, tende a fechar-se em si mesmo e a fechar a referida porta através da qual Deus entra no mundo e o mundo n'Ele. Sendo assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida. 
Por isso, o povo de Deus tem necessidade de renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação, gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação. 
1. «Se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros» (1 Cor 12, 26): A Igreja. 
Com o seu ensinamento e sobretudo com o seu testemunho, a Igreja oferece-nos o amor de Deus, que rompe esta reclusão mortal em nós mesmos que é a indiferença. Mas, só se pode testemunhar algo que antes experimentámos. O cristão é aquele que permite a Deus revesti-lo da sua bondade e misericórdia, revesti-lo de Cristo para se tornar, como Ele, servo de Deus e dos homens. Bem no-lo recorda a liturgia de Quinta-feira Santa com o rito do lava-pés. Pedro não queria que Jesus lhe lavasse os pés, mas depois compreendeu que Jesus não pretendia apenas exemplificar como devemos lavar os pés uns aos outros; este serviço, só o pode fazer quem, primeiro, se deixou lavar os pés por Cristo. Só essa pessoa «tem a haver com Ele» (cf. Jo 13, 8), podendo assim servir o homem. 
A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos como Ele. Verifica-se isto quando ouvimos a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos, nomeadamente a Eucaristia. Nesta, tornamo-nos naquilo que recebemos: o corpo de Cristo. Neste corpo, não encontra lugar a tal indiferença que, com tanta frequência, parece apoderar-se dos nossos corações; porque, quem é de Cristo, pertence a um único corpo e, n'Ele, um não olha com indiferença o outro. «Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria» (1 Cor 12, 26). 
A Igreja é communio sanctorum, não só porque, nela, tomam parte os Santos mas também porque é comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons; e, entre estes, há que incluir também a resposta de quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas santas, aquilo que cada um possui, não o reserva só para si, mas tudo é para todos. E, dado que estamos interligados em Deus, podemos fazer algo mesmo pelos que estão longe, por aqueles que não poderíamos jamais, com as nossas simples forças, alcançar: rezamos com eles e por eles a Deus, para que todos nos abramos à sua obra de salvação. 
2. «Onde está o teu irmão?» (Gn 4, 9): As paróquias e as comunidades 
Tudo o que se disse a propósito da Igreja universal é necessário agora traduzi-lo na vida das paróquias e comunidades. Nestas realidades eclesiais, consegue-se porventura experimentar que fazemos parte de um único corpo? Um corpo que, simultaneamente, recebe e partilha aquilo que Deus nos quer dar? Um corpo que conhece e cuida dos seus membros mais frágeis, pobres e pequeninos? Ou refugiamo-nos num amor universal pronto a comprometer-se lá longe no mundo, mas que esquece o Lázaro sentado à sua porta fechada (cf. Lc 16, 19-31)? 
Para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direcções. 
Em primeiro lugar, unindo-nos à Igreja do Céu na oração. Quando a Igreja terrena reza, instaura-se reciprocamente uma comunhão de serviços e bens que chega até à presença de Deus. Juntamente com os Santos, que encontraram a sua plenitude em Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor. A Igreja do Céu não é triunfante, porque deixou para trás as tribulações do mundo e usufrui sozinha do gozo eterno; antes pelo contrário, pois aos Santos é concedido já contemplar e rejubilar com o facto de terem vencido definitivamente a indiferença, a dureza de coração e o ódio, graças à morte e ressurreição de Jesus. E, enquanto esta vitória do amor não impregnar todo o mundo, os Santos caminham connosco, que ainda somos peregrinos. Convicta de que a alegria no Céu pela vitória do amor crucificado não é plena enquanto houver, na terra, um só homem que sofra e gema, escrevia Santa Teresa de Lisieux, doutora da Igreja: «Muito espero não ficar inactiva no Céu; o meu desejo é continuar a trabalhar pela Igreja e pelas almas» (Carta 254, de 14 de Julho de 1897). 
Também nós participamos dos méritos e da alegria dos Santos e eles tomam parte na nossa luta e no nosso desejo de paz e reconciliação. Para nós, a sua alegria pela vitória de Cristo ressuscitado é origem de força para superar tantas formas de indiferença e dureza de coração. 
Em segundo lugar, cada comunidade cristã é chamada a atravessar o limiar que a põe em relação com a sociedade circundante, com os pobres e com os incrédulos. A Igreja é, por sua natureza, missionária, não fechada em si mesma, mas enviada a todos os homens. 
Esta missão é o paciente testemunho d'Aquele que quer conduzir ao Pai toda a realidade e todo o homem. A missão é aquilo que o amor não pode calar. A Igreja segue Jesus Cristo pela estrada que a conduz a cada homem, até aos confins da terra (cf. Act 1, 8). Assim podemos ver, no nosso próximo, o irmão e a irmã pelos quais Cristo morreu e ressuscitou. Tudo aquilo que recebemos, recebemo-lo também para eles. E, vice-versa, tudo o que estes irmãos possuem é um dom para a Igreja e para a humanidade inteira. 
Amados irmãos e irmãs, como desejo que os lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença! 
3. «Fortalecei os vossos corações» (Tg 5, 8): Cada um dos fiéis 
Também como indivíduos temos a tentação da indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa incapacidade de intervir. Que fazer para não nos deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência? 
Em primeiro lugar, podemos rezar na comunhão da Igreja terrena e celeste. Não subestimemos a força da oração de muitos! A iniciativa 24 horas para o Senhor, que espero se celebre em toda a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 13 e 14 de Março, pretende dar expressão a esta necessidade da oração. 
Em segundo lugar, podemos levar ajuda, com gestos de caridade, tanto a quem vive próximo de nós como a quem está longe, graças aos inúmeros organismos caritativos da Igreja. A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas concreto – da nossa participação na humanidade que temos em comum. 
E, em terceiro lugar, o sofrimento do próximo constitui um apelo à conversão, porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos. Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então confiaremos nas possibilidades infinitas que tem de reserva o amor de Deus. E poderemos resistir à tentação diabólica que nos leva a crer que podemos salvar-nos e salvar o mundo sozinhos. 
Para superar a indiferença e as nossas pretensões de omnipotência, gostaria de pedir a todos para viverem este tempo de Quaresma como um percurso de formação do coração, a que nos convidava Bento XVI (Carta enc. Deus caritas est, 31). Ter um coração misericordioso não significa ter um coração débil. Quem quer ser misericordioso precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo, um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro. 
Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: «Fac cor nostrum secundum cor tuum – Fazei o nosso coração semelhante ao vosso» (Súplica das Ladainhas ao Sagrado Coração de Jesus). 
Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso, que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na vertigem da globalização da indiferença. 
Com estes votos, asseguro a minha oração por cada crente e cada comunidade eclesial para que percorram, frutuosamente, o itinerário quaresmal, enquanto, por minha vez, vos peço que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde! 
Vaticano, Festa de São Francisco de Assis, 4 de Outubro de 2014.

Francisco

sábado, 11 de outubro de 2014

SÓ POR HOJE...

Hoje dia em que festejamos a memória litúrgica de São João XXIII, O Papa bom, trazemos para nossa reflexão 10 CONSELHOS do Papa para manter a SERENIDADE.

1. SÓ POR HOJE, tentarei viver exclusivamente este dia, sem querer resolver de uma só vez o problema da minha vida.

2. SÓ POR HOJE, serei cortês, não criticarei ninguém e não buscarei melhorar nem disciplinar ninguém, salvo a mim mesmo.

3. SÓ POR HOJE, eu me adaptarei às circunstâncias, sem pretender que as circunstâncias se adaptem à minha vontade.

4. SÓ POR HOJE, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que, como o alimento é necessário para a vida do corpo, uma boa leitura é necessária para a vida da alma.

5. SÓ POR HOJE, farei uma boa ação sem contar a ninguém.

6. SÓ POR HOJE, farei pelo menos uma coisa que não queira fazer; e, se me sentir ofendido, buscarei que ninguém perceba isso.

7. SÓ POR HOJE, serei feliz, com a certeza de que fui criado para a felicidade, não só neste mundo, mas também no outro.

8. SÓ POR HOJE, seguirei uma programação detalhada. Talvez não consiga cumpri-la cabalmente, mas a redigirei. E me protegerei de duas calamidades: a pressa e a indecisão.

9. SÓ POR HOJE, terei uma fé firme, ainda que as circunstâncias demonstrem o contrário. Vou acreditar que a boa providência de Deus se ocupa de mim como se não existisse mais ninguém no mundo.

10. SÓ POR HOJE, não terei medo. De maneira particular, não terei medo de aproveitar o que é belo e de acreditar na bondade.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

DETESTO POLÍTICA

Para muitas pessoas, falar sobre política é algo que não agrada. Preferimos falar de qualquer outra coisa que não seja política. Nesse sentido, vale a pena lembrar algumas coisas interessantes.

Quer queiramos ou não, a política faz parte da nossa vida. Como vivemos em sociedade, todas as nossas relações são relações políticas. Seja em casa, no trabalho, na escola, e, até mesmo na igreja. A própria negação da política é também uma atitude política. Aliás, uma das piores atitudes.

Política não é coisa suja. Quem a suja somos nós mesmos. Conta-se que, certa vez, duas crianças estavam pedindo comida na rua. Uma senhora passou e deu apenas um pão para que as crianças dividissem entre si. Porém, a criança mais esperta, pegou o pão e antes que a outra pudesse tomar de sua mão, deu uma boa cuspida nele. A outra criança, por causa disso, desistiu de comer o pão.  Há muitas pessoas que “cospem” na política para que ela pareça ser algo nojento. Há um interesse, por parte dos “mais espertos”, em mostrar apenas os escândalos, os casos de corrupção, as brigas. Quanto mais isso aparecer, maior será o número daqueles que terão nojo da política. Não podemos esquecer que “o pão da política” não está de todo sujo.

O papa Paulo VI afirmou que “A política, para os cristãos, é uma das formas mais nobres de fazer caridade”. A caridade sempre foi o grande ideal do cristianismo. Todavia, a palavra de Paulo VI concretiza essa caridade e mostra qual o campo privilegiado em que ela pode acontecer. É verdade que fé é uma coisa e política é outra. Entretanto, elas se completam e se ajudam. É fundamental termos pessoas de profunda vivência da fé inseridos nos diversos níveis da política: institucional, político-partidário, sociedade civil organizada (Conselhos Municipais, ONGs, etc.).

Diante disso, ao invés de ficarmos apenas reclamando da vida e das pessoas, vamos assumir nossa vocação cidadã e ajudar a construir uma sociedade mais justa, onde o bem comum seja a meta de todos.

Padre Wander Torres Costa
Pároco - Paróquia São Sebastião / Ponte Nova

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

SÍNODO DOS BISPOS SOBRE A FAMÍLIA

Na manhã desta terça-feira, 9 de setembro, a Rádio Vaticano publicou notícia com os nomes dos cinco brasileiros, entre eles, um casal, nomeados membros da 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, de 5 a 19 de outubro, no Vaticano. O tema a ser refletido é "Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização".
No total, estarão presentes nas sessões da reunião, 191 padres sinodais e outros 62 participantes especialistas, auditores e delegados fraternos. O Brasil será representado pelo arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, nomeado pelo papa Francisco como um dos três presidentes-delegado do Sínodo, que coordena os trabalhos na ausência do papa.
O arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), cardeal Orani João Tempesta, membro por nomeação pontifícia, que participa e votará em todas as sessões. Entre outras atividades, o arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer, que também é membro do Conselho Ordinário do Sínodo, apresentará ao papa o tema do próximo Sínodo, a partir das sugestões dos padres sinodais.
Participa também, o Eparca da Eparquia Maronita de Nossa Senhora do Líbano (SP), dom Edgard Amine Madi, membro por nomeação pontifícia, com direito a voto em todas as sessões. Foi convidado um casal de brasileiros, responsável pelas Equipes de Nossa Senhora da super-região do Brasil, Arturo e Hermelinda As Zamberline. Eles participam na condição de auditores, têm direito à palavra, porém votam.
Por Assessoria CNPF com informações da Rádio Vaticano. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

NOMEAÇÕES E TRANSFERÊNCIAS

Depois de ouvir o Conselho Episcopal, o Senhor Arcebispo Dom Geraldo Lyrio Rocha nomeou Pe. José Geraldo Coura, Administrador Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Cachoeira do Brumado;  Pe. Reginaldo Coelho da Costa, Administrador Paroquial das Paróquias de São Caetano, em Monsenhor Horta e São Sebastião, em Cláudio Manoel, no Município de Mariana; Pe. Antônio Claret Fernandes, Vigário Paroquial da Paróquia de São José, em Paula Cândido; Pe. Euder Daniane Canuto Monteiro, Vigário Paroquial da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Mariana, e membro da Equipe dos Formadores da Comunidade da Filosofia do Seminário São José; Pe. José Henrique Coelho, Vigário Paroquial da Paróquia de Sant’Ana, em Jequeri e Pe. Paulo Barbosa, Diretor do Departamento Arquidiocesano de Comunicação – DACOM.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

" A VIDA DE DOM LUCIANO É UMA PARÁBOLA DO EVANGELHO DE JESUS." AFIRMA CÔNEGO LAURO

Em clima de festa, admiração e sobretudo de carinho e gentileza, pessoas de várias cidades estiveram na Catedral de Mariana, no dia 27 de agosto, para prestar homenagem à Dom Luciano Mendes. Na data em que se celebrou 8 anos de sua morte, foi aberto o Tribunal para sua Beatificação. O postulador da causa, Cônego Lauro Sérgio Versiani também prestou sua homenagem durante a celebração. Responsável pela homilia, Cônego Lauro falou, entre outras coisas, sobre a bondade e humildade de um homem que fez de sua vida uma homenagem a Jesus Cristo por meio do amor ao próximo. “Dom Luciano deixou-nos uma imagem de Igreja ministerial e samaritana, a serviço do Reino de Deus, sem triunfalismos e disposta a carregar a cruz na configuração ao Senhor como serviço à vida e à esperança”, afirmou o cônego.

Leia aqui a íntegra do homilia do Cônego Lauro Versiani

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

SEMANA DA PÁTRIA - 5º DIA DE REFLEXÃO

BISPOS EMITEM MENSAGEM SOBRE REFORMA POLÍTICA NO BRASIL

Mensagem sobre a Reforma Política
Brasília, 29 de agosto de 2014

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, atenta à sua missão evangelizadora e à realidade do Brasil, reafirma sua convicção, como muitos segmentos importantes da sociedade brasileira, de que urge uma séria e profunda Reforma Política no País. Uma verdadeira reforma política melhorará a realidade política e possibilitará a realização de várias outras reformas necessárias ao Brasil, por exemplo a reforma tributária.
Esclarecemos que este Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política não está vinculado a nenhum partido político, tão pouco a nenhum candidato a cargos políticos eletivos, embora não haja restrição do apoio de bons políticos do Brasil.
Várias tentativas de reforma política foram feitas no Congresso Nacional e todas foram infrutíferas. Por isto, estamos empenhados numa grande campanha de conscientização e mobilização do povo brasileiro com vistas a subscrever o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática, nº 6.316 de 2013, organizado por uma Coalizão que reúne uma centena de Entidades organizadas da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Movimento contra a Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Plataforma dos Movimentos Sociais.
O Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática se resume em quatro pontos principais: 1) O financiamento de candidatos; 2) A eleição em dois turnos, um para votar num programa o outro para votar numa pessoa; 3) O aumento de candidatura de mulheres aos cargos eletivos; 4) Regulamentação do Artigo 14 da Constituição com o objetivo de melhorar a participação do povo brasileiro nas decisões mais importantes, através do Projeto de Lei de Iniciativa Popular, do Plebiscito e do Referendo, mesclando a democracia representativa com a democracia participativa.
Durante Semana da Pátria, refletiremos sobre nossa responsabilidade cidadã. Animamos a todas as pessoas de boa vontade a assinarem o Projeto de Lei que, indubitavelmente, mudará e qualificará a política em nosso País. A Coalizão pela Reforma Política e a coordenação do Plebiscito Popular coletarão assinaturas e votos, conjuntamente. Terminada a Semana da Pátria, cada iniciativa continuará o seu caminho.
Trabalharemos até conseguirmos ao menos 1,5 milhões de assinaturas a favor desta Reforma Política.
“No diálogo com o Estado e com a sociedade, a Igreja não tem soluções para todas as questões específicas. Mas, juntamente com as várias forças sociais, acompanha as propostas que melhor correspondam à dignidade da pessoa humana e ao bem comum. Ao fazê-lo, propõe sempre com clareza os valores fundamentais da existência humana, para transmitir convicções que possam depois traduzir-se em ações políticas” (Evangelii Gaudium, 241).
A Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira do Brasil, suplicamos que leve a Jesus as necessidades de todos os brasileiros. E Ele, com toda certeza, nos atenderá. “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 5).

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

SEMANA DA PÁTRIA - 4º DIA DE REFLEXÃO

REFORMA POLÍTICA E ELEIÇÕES LIMPAS
Pe. Geraldo Martins Dias
Coordenador Arquidiocesano de Pastoral
martinsdias1988@gmail.com
Está nas ruas, desde outubro do ano passado, a campanha de coleta de assinaturas para um novo projeto de lei de iniciativa popular. Construída pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, que reúne 95 entidades, a campanha é liderada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e Plataforma dos Movimentos Sociais.
A urgência de uma reforma política ampla e consistente é uma unanimidade. Nosso sistema político possui uma estrutura que favorece a corrupção e dificulta a efetiva participação popular no exercício do poder. Esta reforma cabe, em primeiro lugar, ao Congresso que, por razões várias, mostrou-se ineficiente nas iniciativas que tomou para esse fim. Por essa razão, as entidades da sociedade civil se mexeram e construíram novo projeto de iniciativa popular com a convicção de que será tão exitoso quanto os dois anteriores que resultaram nas leis 9840/1999 (que combate a compra de votos e o uso da máquina administrativa) e 135/2020 (lei da Ficha Limpa).
Com sete artigos, o novo projeto se assenta em quatro questões: fim do financiamento de campanhas por empresas; eleições proporcionais em dois turnos; maior presença feminina no parlamento e fortalecimento da democracia direta. A proposta modifica as leis 9504/1997 (Lei das Eleições), 4737/1965 (Código Eleitoral), 9096/1995 (Lei dos Partidos Políticos) e 9709/1998 (regulamentação do Art. 14 da CF).
O financiamento de campanhas por empresas, como ocorre hoje, revela-se uma porta escancarada para a corrupção. Por meio dele, o poder econômico passa a ter uma representação política muito forte, além de encarecer cada vez mais as eleições. Em 2010, por exemplo, as eleições custaram 4,5 bilhões de reais. Segundo a ONG Transparência Brasil, nesse ano, cada deputado gastou uma média de R$ 9,50 por cada voto obtido. É claro que a empresa, ao patrocinar a campanha de um político, obtém retornos, diretos ou indiretos, ou estaria fazendo filantropia?
A proposta do projeto é que os recursos para as campanhas venham da União com rubricas próprias, de multas administrativas e penalidades eleitorais, sendo permitida a doação de pessoa física até R$ 700. Para administrar esses recursos será criado o Fundo Democrático de Campanha, gerenciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Fórum de Controle Social, formado por representantes dos partidos, Ministério Público Eleitoral e entidades como a OAB.
O projeto detalha com clareza a distribuição dos recursos que serão destinados aos partidos de modo equitativo e transparente. Prevê, ainda, as penalidades para os que descumprirem a lei, tanto os partidos e candidatos, quanto as empresas. O que se quer é baratear as campanhas, transparência nos gastos, erradicação da corrupção, distribuição igualitária dos recursos e fim da influência do poder econômico nas eleições.
Outra proposta ousada do projeto é o voto em dois turnos para as eleições proporcionais, isto é, a eleição do parlamento. Atualmente, o sistema é de lista aberta e os partidos apresentam um número sem fim de candidatos. O voto do eleitor acaba ajudando a eleger candidatos que ele nem conhece. Isso ocorre por causa da matemática do coeficiente eleitoral que se obtém pela divisão do número de votos válidos pelo número de cadeiras disponíveis no parlamento.
Pela proposta, no primeiro turno, os eleitores votarão nos partidos para definir quantas cadeiras cada partido terá, segundo o critério do coeficiente eleitoral. Isso obrigará os partidos a apresentarem com clareza seu programa de governo e o projeto que tem para o município, estado e país. Ajudará também o eleitor a compreender a importância do partido no processo político.
No segundo turno, só os partidos que conseguiram vagas apresentarão seus candidatos em lista preordenada, escolhidos na convenção partidária com a presença de seus filiados. Cada partido poderá apresentar o dobro de candidatos das vagas obtidas no primeiro turno. Isso reduzirá drasticamente o número de candidatos e os custos de campanhas, além de permitir melhor fiscalização.
O eleitor, no segundo turno, tem assegurado seu direito de escolher a pessoa em quem votar e não terá surpresas quanto aos outros que serão eleitos, como ocorre hoje. Ele saberá quantos daquela lista serão eleitos já que o número foi definido no primeiro turno. Por exemplo, um partido que consegue 10 vagas para a Câmara Federal apresentará uma lista com até 20 nomes. Ficará claro para o cidadão que, daquela lista, dez serão eleitos.
O terceiro ponto apresentado pelo projeto trata da sub-representação das mulheres na política. O Congresso Nacional tem, hoje, apenas 9% de representação feminina. Para se ter uma ideia, essa representação é de 49,2% em Cuba; 40% na Argentina e 36% em Costa Rica. A Câmara de Vereadores de Mariana, por exemplo, possui 15 cadeiras. Apenas uma é ocupada por mulher. Se considerarmos que 51% dos eleitores brasileiros são mulheres, fica clara a necessidade de melhorar o sistema político para garantir maior presença feminina no parlamento. É isso que o projeto pretende.
O quarto e último ponto do projeto diz respeito ao aperfeiçoamento dos mecanismos previstos na Constituição Federal para a democracia direta: plebiscito, referendo e projetos de iniciativa popular.
A nova formulação proposta pela Coalizão no projeto resgata a noção de soberania popular propondo que grandes questões nacionais não sejam definidas sem ouvir o povo por meio de um desses três mecanismos. Estão entre essas questões: concessões de serviços públicos, privatizações, construção de obras com grande impacto ambiental, alienação de bens públicos. Além, disso, propõe que a coleta de assinaturas para projetos de lei de iniciativa popular seja feita também por meio de urnas eletrônicas e pela internet, cabendo à justiça eleitora conferir as assinaturas.
O projeto toca também em questões referentes à propaganda eleitoral, determina a forma de prestação de contas durante a campanha, proíbe a mudança de partido definindo que o mandato é do partido e não do candidato, estabelece que a troca de candidatos seja feita, no máximo, até 60 dias antes da eleição, exige que a declaração de bens do candidato coincida com sua declaração de imposto de renda.
A proposta, como se vê acima, é ampla e ousada. Sua aprovação trará significativas mudanças na estrutura do atual sistema político brasileiro. O êxito desta empreitada, no entanto, depende da adesão popular. Estamos confiantes de que a população responderá positivamente a mais esta iniciativa que visa à solidificação da democracia brasileira.
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NOTA DE PESAR PELA MORTE DO SECRETÁRIO DA PJ

“As almas dos justos estão nas mãos de Deus” (Sb 3,1)
A Arquidiocese de Mariana manifesta seu profundo pesar pela morte do jovem Diego William, vítima de trágico acidente na BR 116 na manhã desta quarta-feira, 3 de setembro de 2014. Diego era o secretário arquidiocesano da Pastoral da Juventude e coordenou, nos dias 22 a 24 de agosto, a X Assembleia Arquidiocesana da Pastoral da Juventude. Natural de Senhora dos Remédios, tinha 26 anos e cursava ciências sociais na Universidade Federal de Viçosa.
Unimo-nos aos familiares e amigos do Diego que choram seu passamento, rogando a Deus que lhes dê o consolo da fé e a força da esperança. Sejam alento para nosso coração as palavras de Cristo: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais” (Jo 11,25-26).
Diego nos deixa um belo testemunho de jovem que acredita em Jesus Cristo. Seu serviço junto à Equipe Central da PJ foi marcado pela serenidade e pela competência próprias de quem faz de Cristo a razão de seu existir. Guardaremos com carinho suas últimas palavras publicadas em seu facebook há uma semana indicando sua despedida da Equipe Central. Escreveu:
“Somos como velas! Alguém nos incendeia ou encanta com um horizonte. Nos colocamos a produzir calor e a iluminar tudo que está ao nosso alcance. Liberamos nossas energias, queimamos o que somos para ser luz e calor. O que aprendi com isso? Que minha vida é para os outros, assim como tenho certeza de que a vida dos outros é também para mim. O que ganho com isso? A oportunidade de contemplar Deus em cada coisa que tocamos, sonhamos e construímos”.
Que Cristo, nossa Ressurreição e Vida, acolha o Diego em seu Reino e o premie por todo bem que fez em sua breve existência junto de nós.
Mariana, 3 de setembro de 2014
Pe. Wander Torres
Assessor Arquidiocesano da Pastoral da Juventude
Pe. Geraldo Martins Dias
Coordenador Arquidiocesano de Pastoral

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

SEMANA DA PÁTRIA - 3º DIA DE REFLEXÃO

Mariana, 02 de setembro de 2014.
Prezados irmãos presbíteros e comunidades paroquiais
Cordiais saudações!

Estamos na Semana da Pátria e somos convocados, em mais este momento, para o exercício ativo da cidadania participando do PLEBISCITO POPULAR POR UMA CONSTITUINTE EXCLUSIVA E SOBERANA EM VISTA DA TÃO DESEJADA E URGENTE REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO.
Ainda continuamos, na Arquidiocese e no Brasil, com a coleta de assinaturas pleiteando uma Lei de Iniciativa Popular por Eleições Limpas e a Reforma Política e, por estes dias, em nossas cidades e comunidades, juntando nossas forças a de tantas instituições civis, populares e religiosas, para participar desta consulta popular em todo o país sobre a reforma política.
Os cristãos por força de sua fé são chamados a uma participação efetiva na transformação da sociedade com vistas ao Reino de Deus que começa no hoje de nossa história. Um dos caminhos é o da via política, trabalhando para que haja mais transparência, compromisso ético com a vida e as causas sociais e participação popular no processo de organização da vida política em todo o país. Das decisões políticas, depende um futuro mais promissor para a nossa gente e todo o Brasil.
Embora não tenha valor legal, esta consulta à população exerce forte pressão nos governantes, pois mostra a vontade do povo de que se faça a reforma política para garantir maior representatividade da população no poder e se combata, com mecanismos legais que funcionem de fato, as práticas de corrupção e abuso do poder.
À luz da pergunta: “VOCÊ É A FAVOR DE UMA CONSTITUINTE EXCLUSIVA E SOBERANA SOBRE O SISTEMA POLÍTICO?”, você é chamado a emitir o seu voto, marcando sim ou não, preenchendo a cédula e depositando-a na urna.
O material que nos foi enviado foi repassado às regiões pastorais e pode ser multiplicado em cada localidade. É SIMPLES, BASTA ORGANIZAR AS URNAS, OS LOCAIS DE VOTAÇÃO, AS CÉDULAS QUE DEVERÃO TRAZER NO VERSO A ASSINATURA DE UM DOS MESÁRIOS, E A FOLHA COM A LISTA DOS VOTANTES. CADA PESSOA ASSINA, APRESENTA UM DOCUMENTO OFICIAL QUE TRAGA A SUA FOTO, COMO CARTEIRA DE IDENTIDADE, TÍTULO DE ELEITOR, CARTEIRA PROFISSIONAL, PASSAPORTE. É PRECISO QUE NO RECINTO HAJA PELO MENOS DOIS MESÁRIOS QUE DEVERÃO, AO FINAL, PREENCHER UMA “ATA DE VOTAÇÃO” INDICANDO DATA E HORÁRIO DA ABERTURA DA URNA, SEU NOME E SUA ASSINATURA. 
É possibilitada a votação via internet, em sistema eletrônico disponível no site oficial da campanha: www.plebiscitoconstituinte.org.br Cada cidadão poderá votar apenas uma vez, não sendo aceita pelo sistema a duplicidade de voto de um mesmo CPF.
No Grito dos Excluídos, teremos urnas volantes, acolhendo votos de quem não pôde participar em suas localidades. Venham celebrar conosco o “Grito dos Excluídos” em Congonhas, no dia 7 de setembro, a partir das 8h30, em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Quanto ao Plebiscito, maiores informações você e sua comunidade podem obter acessando também plebiscitoconstituinte@gmail.com

Agradecemos a todos que se empenham por esta causa, vale a pena todo esforço para avançarmos no processo democrático realizando mudanças necessárias no atual modelo político com vistas a assegurar maior credibilidade política e compromisso social, em vista da construção da sociedade do bem viver.

Com estima e apreço, pela dimensão sociopolítica da Arquidiocese de Mariana,

Pe. Marcelo Moreira Santiago

É IGREJA, É NOTÍCIA!

& Foi lançado, no mês de agosto, pela Comissão de Liturgia da Arquidiocese,o Caderno IV: Liturgia Eucarística – “Fazei isto em memória de mim”, da coleção “Celebrando o Cristo na vida do povo”. O caderno visa subsidiar a formação do Ministério da Palavra e traz contribuições para o aprofundamento e vivência do mistério eucarístico, além de auxiliar equipes de liturgia e catequistas.

@Entre os dias 01 a 07 de Setembro acontecerá o PLEBISCITO POPULAR POR UMA CONSTITUINTE EXCLUSIVA E SOBERANA DO SISTEMA POLÍTICO. “Precisamos mudar “as regras do jogo”, mudar o Sistema Político Brasileiro. E isso só será possível se a voz dos milhões que foram as ruas em 2013 for ouvida.” Entre em contato com as lideranças comunitárias e saiba como será a votação em nossa Paróquia. Para conhecer mais sobre o Plebiscito Popular acesse:  http://www.plebiscitoconstituinte.org.br/

OSerá promovido na cidade de Congonhas, no dia sete de setembro, o 20º Grito dos  Excluídos e Excluídas, que traz como tema: “Ocupar ruas e praças por liberdade de direitos”. Durante o evento serão trabalhados os eixos “Participação Popular” e “Direitos” cobrando mais atenção para os direitos básicos da população de baixa renda. Confira mais informações e a programação completa acessando www.arqmariana.com.br


J No dia 16 de Setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) irá realizar no Santuário de Aparecida a partir das 21h30, debate com os candidatos a presidência da República. O evento será transmitido por oito emissoras de inspiração católica, 230 rádios e portais católicos, com a proposta de atingir o maior número de eleitores. O debate terá duração de duas horas e terá mediação realizada pelo jornalista e diretor geral da TV Aparecida, padre Josafá de Jesus Moraes. O programa chegará a mais de 70 milhões de eleitores em sinal aberto.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

SEMANA DA PÁTRIA - 2º DIA DE REFLEXÃO

O bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, enviou uma Carta de Apoio ao Plebiscito Constituinte.
A Carta foi lida durante a IV Plenária Nacional do Plebiscito Constituinte, que reuniu, no último dia 9 de agosto, representantes de 25 estados que constroem a campanha nacionalmente.
Na carta dom Joaquim reforça a importância da união dos movimentos em prol da reforma política.
“.Estamos em campanha de conscientização e coleta de assinaturas pra o Projeto de Lei de Iniciativa Popular de Reforma Política Democrática, da Coalizão pela Reforma Política e para o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva para a Reforma Política no Brasil. Sabemos que só alcançaremos as assinaturas necessárias se nos unirmos. Se nos unirmos, podemos melhorar a política e o Brasil”.
Confira a Carta na íntegra:
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Belo Horizonte, 8 de agosto de 2014
Prezados irmãos e participantes da Plenária Nacional dos Movimentos Sociais,
É com alegria que, por esta mensagem, como presidente da Comissão da CNBB que acompanha a Reforma Política, saúdo a todos os participantes da Plenária Nacional dos Movimentos Sociais reunidos em São Paulo. Os Movimentos Sociais são um eficiente termômetro da participação popular imprescindível à condução do Brasil pelas estradas da justiça e da paz, da vida digna para todos, da partilha dos frutos do desenvolvimento sustentável, da democracia e da liberdade, do respeito à diversidade e aos princípios éticos. É desnecessário lembrar que os Movimentos Sociais só cumprem seu nobre papel e executam suas árduas tarefas, se conseguirem praticar a arte da unidade naquilo que é essencial e se souberem colocar à frente o interesse comum, a comunidade brasileira. A ferramenta de trabalho, ao alcance de todos, é o diálogo permanente entre os múltiplos movimentos, que alimenta a esperança das conquistas sonhadas.
Estou certo que hoje somos todos desafiados a melhorar o Brasil em todos os aspectos, não obstante os reconhecidos avanços já conquistados. Isto exige um hercúleo esforço para melhorarmos nossa linguagem e formas de comunicação com a sociedade, particularmente com os pobres e com os jovens. O resultado deste esforço será a maior adesão consciente e lúcida do povo, que evidencia a legitimidade dos Movimentos Sociais e os confirma como sociedade civil organizada.
Desta Plenária Nacional esperamos, como exercício da democracia, o apoio dos Movimentos Sociais é urgente e indispensável para a Reforma Política no Brasil, mãe de várias outras reformas esperadas pelo povo. Estamos em campanha de conscientização e coleta de assinaturas pra o Projeto de Lei de Iniciativa Popular de Reforma Política Democrática, da Coalizão pela Reforma Política e para o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva para a Reforma Política no Brasil. Sabemos que só alcançaremos as assinaturas necessárias se nos unirmos. Se nos unirmos, podemos melhorar a política e o Brasil. Recebam meu fraterno abraço.
Contem com nosso apoio.
Cordialmente,
Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, 
Bispo Auxiliar de Belo Horizonte, 
Presidente da Comissão da CNBB que acompanha a Reforma

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

É POR AMOR A ESSA PÁTRIA, BRASIL!

Durante o mês de julho, as comunidades de nossa paróquia realizaram a coleta de assinaturas para o projeto de lei de iniciativa popular sobre a reforma política. Tal iniciativa, que conta com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tem como objetivo propor um projeto de lei a fim de reformar alguns pontos da vida política brasileira.

As principais propostas da reforma são: 1 – afastar o poder econômico das eleições, proibindo o financiamento de candidatos por empresas; 2 – adotar o sistema eleitoral proporcional, em dois turnos, em que primeiro se vota em um programa partidário e depois é escolhido um dos nomes de uma lista preordenada no partido; 3 – promover a alternância de homens e mulheres nas listas de candidatos dos partidos; 4 – fortalecer a democracia participativa, através dos preceitos constitucionais do plebiscito, referendo e projeto de lei de iniciativa popular.

Em nossa paróquia foram colhidas 1610 assinaturas. Um número expressivo, pois fomos uma das paróquias que mais assinaturas conseguiu colher na arquidiocese. Um belo sinal de amor à nossa pátria! A coleta de assinaturas ainda continua. Vamos continuar firme nessa luta!

Junto a essa iniciativa, teremos também o plebiscito popular pedindo uma constituinte própria para tratar do sistema político. Sendo popular, não tem valor oficial, mas possui um grande valor moral e ajuda a visualizar o desejo do povo brasileiro.


Como cristãos, o Papa Francisco exorta-nos a empenharmos neste mundo, buscando transformar as realidades injustas e desiguais. Em nossa arquidiocese, nosso arcebispo, em carta enviada aos padres, pediu empenho a todos. Que este pedido seja acolhido por cada um de nós! 

Padre Wander Torres Costa - Pároco

terça-feira, 12 de agosto de 2014

COMEÇOU A VACINAÇÃO CONTRA A HEPATITE A

As Unidades Básicas de Saúde dos Bairros Santo Antônio e Fátima juntamente com a Policlínica começaram a aplicar gratuitamente, a partir desta segunda-feira, a vacina contra a hepatite A em crianças entre 1 ano e 2 anos incompletos (1 ano, 11 meses e 29 dias). Todas as crianças que nasceram a partir do dia 1º de julho de 2012 terão direito a uma dose da vacina, via intramuscular, até o dia 31 de dezembro de 2014.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos ocorrem cerca de 1,4 milhões de casos de hepatite A em todo o mundo. A hepatite A apresenta alta prevalência em países com precárias condições sanitárias, socioeconômicas e constitui um grave problema de saúde pública no Brasil.

Segundo a referência técnica em Imunização da Secretaria de Saúde, Cinara Martins Oliveira Fontes, a hepatite A é uma doença infecciosa aguda que acomete o fígado e tem incidência frequente e precoce em populações de baixa renda que vivem em más condições de saneamento básico. A principal via de contágio é a feco-oral ou por meio de água e alimentos contaminados. "Não há tratamento específico para a hepatite A, portanto, a prevenção, por meio da vacinação, é a medida mais importante para seu controle", ressalta. 

O Ministério da Saúde afirma que a vacina não causa reações incômodas, é eficaz e segura, tanto que pode ser tomada paralelamente a outras imunizações previstas no calendário básico infantil. Será aplicada nas crianças por meio de injeção.

COMO PREVENIR A HEPATITE A:

Lave as mãos após usar o banheiro, trocar fraldas, manusear o lixo da cozinha e do banheiro e também antes de preparar alimentos e se alimentar;

Lave bem frutas, verduras e legumes e deixe mergulhados por 30 minutos em solução preparada com duas gotas de hipoclorito de sódio a 2,5%, diluídas em um litro de água tratada;

Cozinhe muito bem os alimentos, principalmente mariscos e outros frutos do mar;

Utilize água potável;

Vacine as crianças de 1 ano a 2 anos incompletos (1 ano, 11 meses e 29 dias) conforme o calendário básico de vacinação.


Fontes: Prefeitura Municipal de Ponte Nova, Secretaria de Estado da Saúde e Ministério da Saúde

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

GRITO DOS EXCLUÍDOS 2014 CHAMA PARA A “PARTICIPAÇÃO POPULAR” E AMPLIAÇÃO DE “DIREITOS”

Será promovido, no dia sete de setembro, o 20º Grito dos Excluídos e Excluídas, que traz como tema: “Ocupar ruas e praças por liberdade de direitos”, temática que está ligada à Campanha da Fraternidade de 2014, “Fraternidade e Tráfico Humano”. O evento, que terá início às 8h, em frente à Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas, contará com a presença do Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio. Durante o encontro, serão trabalhados os eixos “Participação Popular” e “Direitos” cobrando mais atenção para os direitos básicos da população de baixa renda como terra e trabalho, educação e saúde, transporte e segurança e alimentação de qualidade, entre outros.
A Arquidiocese de Mariana também tratará, de forma especial, questões como o extermínio da juventude, a violência contra a mulher, o trabalho escravo, o direito à moradia e a defesa do meio ambiente tão maltratado pelo uso de agrotóxicos, construção de barragens e mineração devastadora.
Segundo o Padre Marcelo Santiago, coordenador da Dimensão Sociopolítica da Arquidiocese, a participação de todos é muito importante para o sucesso do evento. “Confiamos às nossas comunidades, a partir de seus presbíteros, das pastorais sociais, movimentos populares, sindicatos e associações, a organização de caravanas para o Grito dos Excluídos. Será muito bom que todas as paróquias, através de suas ‘forças vivas’ se façam representar”, exaltou Padre Marcelo.
Ainda segundo o Padre Marcelo, para agilizar o trabalho de motivação e organização do evento, é importante que as comunidades sigam alguns passos:
-   Procurem falar ao povo, sobretudo às lideranças paroquiais, sobre o Grito dos Excluídos – sua importância e do compromisso cristão latente ao abraçar essa causa em favor da vida, da dignidade do ser humano e compromisso com a sociedade do bem viver, do bem comum.
-  Mobilizem lideranças para participarem do Grito dos Excluídos, em Congonhas. Gritamos com todos e por todos, em comunhão com os esforços pastorais de nossa Igreja Particular de Mariana, comprometida com os afastados e excluídos.
-   Realizem, antes do dia sete de setembro, em suas comunidades, usando de criatividade, a celebração do Grito dos Excluídos, em comunhão com a Arquidiocese de Mariana, valendo-se dos eixos “Participação Popular” e “Direitos”. Não deixem de celebrar o Grito em sua comunidade paroquial.
-   Realizem, onde for possível, uma Assembleia Popular, com lideranças comunitárias (paróquia / cidade), aprofundando as temáticas do Grito e sua aplicação no contexto da própria paróquia, cidade e região.
-   Os vigários episcopais, através de suas regiões, auxiliem as paróquias, no que estiver ao alcance, facilitando a melhor representação de suas áreas pastorais na realização do Grito dos Excluídos.
“Sonhamos a construção de tempos melhores para o nosso povo, a partir dos mais pobres e excluídos, na linha dos debates da 5ª Semana Social Brasileira. Para isso é necessário entrar em campo, ‘ocupar as ruas e praças’, e participar, de forma patrioticamente ativa, nas decisões em prol de um Brasil mais justo, solidário, sustentável e fraterno”, finalizou Padre Marcelo.
Programação
Historicamente, o Grito dos Excluídos tem sido uma manifestação popular e espaço de animação e profecia. Sempre aberto e plural a pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos e excluídas.
Como indica a própria expressão, o Grito dos Excluídos constitui-se numa mobilização com três sentidos: denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social; tornar público o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome; propor alternativas ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos e cidadãs.
Na Arquidiocese de Mariana, o Grito dos Excluídos contará com a seguinte programação:
8h – Acolhida e Concentração em frente à Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas. Primeiro eixo de falas: Participação Popular e Direito à Dignidade.
9h30 – Início da Caminhada para a Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.
10h – Segundo eixo de falas: Moradia Popular e Meio Ambiente.
11h – Em frente ao Santuário/Basílica do Bom Jesus, no palanque: Terceiro eixo de falas: Extermínio contra a Juventude, sobretudo do negro; Violência contra a Mulher; Trabalho Escravo.
11h30 – Missa concelebrada, presidida pelo Arcebispo Dom Geraldo Lyrio Rocha.

Fonte: www.arqmariana.com.br