
A Arquidiocese de
Mariana também tratará, de forma especial, questões como o extermínio da
juventude, a violência contra a mulher, o trabalho escravo, o direito à moradia
e a defesa do meio ambiente tão maltratado pelo uso de agrotóxicos, construção
de barragens e mineração devastadora.
Segundo o Padre Marcelo
Santiago, coordenador da Dimensão Sociopolítica da Arquidiocese, a participação
de todos é muito importante para o sucesso do evento. “Confiamos às nossas
comunidades, a partir de seus presbíteros, das pastorais sociais, movimentos
populares, sindicatos e associações, a organização de caravanas para o Grito
dos Excluídos. Será muito bom que todas as paróquias, através de suas ‘forças
vivas’ se façam representar”, exaltou Padre Marcelo.
Ainda segundo o Padre
Marcelo, para agilizar o trabalho de motivação e organização do evento, é
importante que as comunidades sigam alguns passos:
- Procurem
falar ao povo, sobretudo às lideranças paroquiais, sobre o Grito dos Excluídos
– sua importância e do compromisso cristão latente ao abraçar essa causa em
favor da vida, da dignidade do ser humano e compromisso com a sociedade do bem
viver, do bem comum.
- Mobilizem
lideranças para participarem do Grito dos Excluídos, em Congonhas. Gritamos com
todos e por todos, em comunhão com os esforços pastorais de nossa Igreja
Particular de Mariana, comprometida com os afastados e excluídos.
- Realizem,
antes do dia sete de setembro, em suas comunidades, usando de criatividade, a
celebração do Grito dos Excluídos, em comunhão com a Arquidiocese de Mariana,
valendo-se dos eixos “Participação Popular” e “Direitos”. Não deixem de
celebrar o Grito em sua comunidade paroquial.
- Realizem,
onde for possível, uma Assembleia Popular, com lideranças comunitárias
(paróquia / cidade), aprofundando as temáticas do Grito e sua aplicação no
contexto da própria paróquia, cidade e região.
- Os
vigários episcopais, através de suas regiões, auxiliem as paróquias, no que
estiver ao alcance, facilitando a melhor representação de suas áreas pastorais
na realização do Grito dos Excluídos.

Programação
Historicamente, o Grito
dos Excluídos tem sido uma manifestação popular e espaço de animação e
profecia. Sempre aberto e plural a pessoas, grupos, entidades, igrejas e
movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos e excluídas.
Como indica a própria
expressão, o Grito dos Excluídos constitui-se numa mobilização com três
sentidos: denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo,
concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social;
tornar público o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego,
da miséria e da fome; propor alternativas ao modelo econômico neoliberal, de
forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla
de todos os cidadãos e cidadãs.
Na Arquidiocese de Mariana,
o Grito dos Excluídos contará com a seguinte programação:
8h – Acolhida e Concentração em frente à Matriz de Nossa Senhora da
Conceição, em Congonhas. Primeiro eixo de falas: Participação Popular e Direito
à Dignidade.
9h30 – Início da Caminhada para a Basílica do Senhor Bom Jesus de
Matosinhos.
10h – Segundo eixo de falas: Moradia Popular e Meio Ambiente.
11h – Em frente ao Santuário/Basílica do Bom Jesus, no palanque:
Terceiro eixo de falas: Extermínio contra a Juventude, sobretudo do negro;
Violência contra a Mulher; Trabalho Escravo.
11h30 – Missa concelebrada, presidida pelo Arcebispo Dom Geraldo Lyrio
Rocha.
Fonte: www.arqmariana.com.br
Fonte: www.arqmariana.com.br
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